OLHAI E VIGIAI
Sinto que o
egoísmo que habita
em mim aproveita-se de pequenas
distrações (‘olhai e
vigiai’) para conduzir me a um
estágio infeliz de profundo
mau humor.No
,entanto,hoje,aprendi a separar
o joio do trigo.
Como
antes,vez ou outra
posso me sentir
contrariado com alguma
coisa ou outra
que não saiu
de acordo com
que eu queria.Mas,hoje,agora,com uma
diferença substancialmente positiva.
Frente a
esse entrave,ao invés
de culpar alguém
do meu lado
por minha incapacidade
de enfrentar os obstáculos
que o dia a
dia me impõe,eu busco
dentro do meu ‘eu’,dentro do meu interior,a resposta para solucionar tal
problema.Hoje,diferente de
antes,sei que todas as respostas para minha
incapacidade está dentro
de mim e,não fora como
eu supostamente
imaginava.’Quer mudar o
mundo,comece fazendo-o por você’?Eis
o chavão pai de toda sabedoria!
Ciente disso,
meu núcleo familiar
deixou de ser
alvo de discórdia.A
discórdia jamais esteve
em minha família
ou em meu
lar,ou ainda nas
pessoas a minha
volta. Ela sempre esteve
comigo,no meu mundo
solitário e caótico.
Quase sempre sentia
me
preocupado,irritado,injustiçado,incompreendido,multilado,caído...O
mundo era contra
mim.E eu carregava esse fardo em
minhas costas.Pensava eu.
Nessa condição,o ‘eu’ egoísta
que habita em mim,precisa
eleger um bode expiatório para desaguar
meu mau humor sobre
ele.Quanta falta de atitude!Quanta fraqueza!Quanta falta
de amor próprio!
Todavia,aprendi que
num momento posso não
estar tão bem.Mas
quem é o
culpado por eu
estar me sentindo acuado,entre equilíbrio e
desequilíbrio?
Paro,e sinto:eu agora
estou em desequilíbrio.Mas se eu
estou em
desequilíbrio,não é melhor respirar
fundo e procurar voltar ao
ponto de equilíbrio que me
mantém sobriamente dono de minhas ações e responsável
por minhas atitudes? Nesse instante,
sinto que sou ínfima partícula que compõe
o mundo,a humanidade,e
não eu sou o
senhor do mundo.Tal
ideia gera comportamento egoísta que escraviza.
Então,identifico a raiz
do meu
mau estar.A partir
daí não me preocupo em culpar
ninguém e nem me
sentir vítima.
Sou dono de minhas ações e
assumo as consequências
de tudo de
bom ou de mau que
acontece comigo ou em minha
vida.Hoje, sei que
tudo emana do meu
próprio ser.Da forma com
que eu encaro
o sucesso ou
o fracasso interior.Ninguém do
lado de fora pode
me causar prejuízo
algum,ao não ser eu mesmo.
Dessa forma não dou
mais ouvidos ao
egoísmo que reluta
em habitar em
mim,como antes fazia.Ele
me iludia me
colocando numa condição
de santo na terra.Um ser intocável.Um perfeccionista. Um individuo
que via defeito
em tudo, que não
errava.Porém,não era capaz de
administrar suas próprias emoções.
Reconheço que
devo nutrir em mim o
sublime espírito de humildade.Ela me
dá entendimento para
assumir as consequências negativas
de minhas atitudes
emocionais.E com paciência
devo aprender administrá-las,a
fim de
que vão embora e me
deixem em paz.
Feito
isso me descubro
num ser humano único,poderoso e forte.Percebi
a tempo o
quanto era mesquinho,
culpando os outros a
minha volta, pela
minha infeliz condição de
vida.Também percebo quão
inocentes eles eram!
Fui
imprudente.Nunca tive coragem de enfrentar a vida
de frente.Mas como
sempre acreditei:tudo na vida tem fim.Tudo depende
da humildade e da
pequenez que nos
colocamos diante da
vida.
‘’Os
reflexos daquilo que
nos atinge,combina com nossos
sentimentos’’.
Portanto,estou atento
em não confundir carinho ,com
alto piedade.Pois num instante um
gesto deste pode me
causar mau estar,e fazer de mim
um pobre coitado que
não sabe porque sofre.Fazendo
daquele que me
estendeu a mão um propenso
causador de minha infelicidade.Sou egoísta.Esqueceu?
O
que obviamente não é
verdade.Como já disse,o único
ser que pode
me curar,me sarar,das crises emocionais,da
impaciência,sou eu mesmo e minha
fé irrestrita em Deus.
Ninguém pode
me fazer sofrer,a não
ser que eu
queira.Se porventura eu
me sentir mau em relação
a tudo e
a todos a minha volta,é porque nesse
instante eu estou me permitindo ser o
mais completo idiota que já se
viu.Esse é o ponto.E pronto!
Em
resumo:ninguém na vida obitem
poder suficiente para me
fazer infeliz,a não
ser eu mesmo.
Sabendo disso
posso vez ou
outra me sentir
triste ou confuso.Todavia,quando alguém
me perguntar (geralmente os familiares)o
que foi que eu fiz,que lhe deixou triste ou nervoso? Tenho que
ter dignidade e
honestidade e sentimento
no coração e coragem
para dizer:-estou confuso comigo mesmo.Está tudo bem com as
pessoas e as
coisas ao meu redor. Eu é que não estou
bem.E só.
Assumo a responsabilidade pela
minha falta de humor.Vou em busca de elementos
necessários que me
ajudarão a voltar ao meu
eixo central.A minha lucidez
real. Ao meu equilíbrio
orgânico,mental ,racional e social .
Sinto que
reconhecer que o egoísmo
é meu pior inimigo,é o primeiro
passo rumo ao
caminho da consciência
plena.Da sabedoria
libertadora que me
liberta e me protege contra
todo tipo de ameaça externa,que pode
me levar a
viver sem rumo,sem
equilíbrio ,sem razão,sem
direção.
Autor:Francisco Lisboa
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