domingo, 30 de junho de 2013

TEU AMOR NOS GUIA

Senhor Deus,
Tu conheces minhas fraquezas,
Minhas desilusões,
Os meus medos...

Libertai-me a cada dia
para que de posse de tua magia
meu eu seja pleno na fé
grande no teu amor
firme,onde eu estiver.

Pois,eu creio que seu amor liberta
ele é a seta que me guia
todo dia,
na luz do teu amor,
me trazendo proteção e alegria.Amém!


Autor:Francisco Lisboa

quarta-feira, 26 de junho de 2013

TUDO PODE

Quando eu era criança, eu vivia ouvido:
-Isso pode aquilo não pode. Hoje, sei que tudo pode.
O que não pode, é o individuo não aprender a tirar proveito positivo pra  sua  vida,
Visando melhorá-lo como pessoa, daquilo que não pode. Isso,sim, definitivamente, não pode.Mesmo porque se tudo não pudesse,que sentido teria então o perdão?
Logo,está claro que,o "erro",é o principio do  acerto.

Autor :Francisco Lisboa

terça-feira, 25 de junho de 2013

SONHOS PARA OS 365 DIAS DO ANO

Sonho com  num universo solidário
Mesclado de paz, amor e alegria.
Que a dor que me  aflige  peito
Seja a mesma sentida por João, Antonio e Maria.

Que a felicidade seja de todos
E vista numa linguagem universal
Como um manto de prosperidade e harmonia.

Nos novos 365 dias de cada ano
Eu sonhe com  a possibilidade de que ninguém precisa de mim
e  nem  eu de  você.
Porque  nossas mesas  serão  fartas
e que sobre alimentos
ao  invés  de  sobrar  a vontade de comer.

 Que a  saúde,educação,segurança,
seja  de  fácil  acesso  a todos
e que sejam  extintas as entediantes burocracias.
Que  ninguém  precisa humilhar-se para ter direito a saúde,
vez  que  em  todo  mundo ela  é direito de todos.

Espero não  acusar os homens de cuidam do interesse do povo
de  negligentes,por não viabilizarem projetos que valorizem
a vida dos  desafortunados.

Quero  ver um  mundo  racional,
Compreendendo melhor   de o porque,
Que, seres  da  mesma  espécie,
Unidos  não  pode  ser?

Quero  entender porque uma minoria
Privilegia  tanto  as diferenças,
Sendo  que  as mesmas  não  facilitam em nada
A  politica  do  bem  viver.

Quero  ter  certeza  que,nós,os carentes,
Tenhamos  verdadeiros  motivos para sorrir,
E  que não   seja  um  sorriso tímido,amarelo,acanhado,
mas  um  sorriso de fortalecimento,de esperança...

Que  a  fé   em  Deus  seja  o ponto de equilíbrio
do  espírito  das  massas,
para  que o individuo viva em comunhão com Ele.

Que a sagrada  escritura seja interpretada
de forma  lúcida,sem  fanatismo,
e  que  o  amor  do  Pai  seja nosso  refugio seguro,
coroando  de pleno êxito  nossas funções.

Que  a  fauna  e  a flora 
Se  espalhe  pela  terra  sem empecilho,
livres  do  desmatamento e da caça predatória.

Que  nossos  mananciais deixem de ser
a  menina  dos olhos  do  capitalismo,da  ganância...
Que  deixem  de ser um insignificante  deposito a céu  aberto
de  reagentes químicos,
altamente nocivos a vida na terra.

Que os  animais  marinhos  nadem pelas águas
sem  terem  que mendigar por oxigeno
que é   deles por  direito.

Que os  pais  tenham  condições de encaminhar
seus  filhos  a  escola,
certo  de que  serão  de fato instruídos,
sem  distinção  de raça,cor ou credo.

Que  sejam  esquecidas as vezes  que encontramos  crianças
abandonadas  pelas  ruas  das cidades,
ao  invés  de estarem  nas salas  de aula.
Que  elas  não  sintam-se distantes umas das outras
que gozam  de melhores  condições  de vida,
e  que não  percebam nesse  detalhe
a  condição  de quase  iguais.

Que  não  se sintam  humilhadas,
quando  forem perguntadas  a elas,
o  que  significa essa  expressão :quase iguais!

Que  respondam  sem  constrangimento
que  são  apenas  dúvidas  que restam
de  um  comportamento equivocado adotado antigamente
por  uma  humanidade sem  bom senso.

Que  se lembrem  que o  viver marginalizado,
era  uma manifestação  negativa antiga
de  um passado  distante  que não deixa recordação.

Que não  esqueçamos  que o viver é belo
e  que por isso  somos agradecidos a Deus
por  termos vida,pra  viver.

Que  sorrisos  felizes  se espalhem  pelas ruas,
revelando  ao  mundo  que o  tempo  de miséria
de infelicidade  acabou.

Que os idosos  sejam  valorizados
tanto  na saúde  como  na  doença
pois   doaram  suas  vidas  ao  trabalho
para que tivéssemos êxito.

Então,depois  de  se sentir imbuída desse espírito,a humanidade será fraterna,permitindo  que  as barreiras  se rompam,possibilitando a existência eterna de direitos iguais para todos.Aí sim  nossos  sonhos para  cada dia dos  365 dias  do ano  estarão estabelecidos.E enfim,seremos felizes.


Autor:Francisco Lisboa

segunda-feira, 24 de junho de 2013

ESTAÇÃO DE LUZ


 Encontrava-me passeando tranquilamente por uma rua deserta, até que, de repente,surgiu à minha frente centenas de pessoas que se vestiam criteriosamente iguais.Todas vestidas de branco.Estranhei o fato de estarem em uma estação  ferroviária,e, no entanto,o trem passou e elas permaneceram conversando umas com  as outras, com suas bagagens imoveis  no chão.
Tanto  homens quanto   mulheres  exibiam  cabelos  longos e de um alvor incontestável.Apesar  da aparente idade avançada, ao se comunicarem,revelavam imensa jovialidade de espírito.Os homens em contrastes  com  as mulheres,além dos cabelos, mantinham barbas longas de  brancura também  transcendente.
Então, aproximei-me de um senhor que se encontrava agachado perto dos trilhos, e perguntei:
-Porque vocês  não tomaram o trem?
-Estávamos  esperando você meu filho.
-E por que vocês  deveriam  esperar por mim?Quem  são vocês?Que lugar é esse?
De,repente,disse:
-Rápido... Toma aquele trem que está chegando. E se foi.
Confuso,permaneci ali e num relance o trem partiu.
Em  continência ao gesto daquele senhor,surgiu uma senhora,com ares de desespero,dizendo:
-Afastem-se!Afastem-se!Preciso consertar os trilhos. Dizia ela ao passo que tentava me afastar  do seu caminho.
-Consertar o quê, se está tudo em ordem?
-Ah,não  sei! Só  estou fazendo meu trabalho.
-Aquele outro trem que está chegando vai pra onde?
-Vira logo ali.Disse  um  ancião de barbas cintilantes que se aproximou de mim sem que eu o visse primeiro.
-Meu Deus! Não vejo mais trem algum.Sumiu!
De,repente,os vejo festejando   a chegada de um trem  que flutuava serenamente sobre a calda barreta do solo.
Afastei-me de lado pra não sujar meu terno branco.
-Terno branco... De novo!E mais uma vez o trem se foi.
Receoso, fui perguntar ha um dos operadores de máquinas, onde estavam aquele pessoal  que antes esperavam por mim.
-Ué!Tomaram  o  trem.
-Que  trem?
-Aquele que acabou  de sair.
Ignorei  o operário e me desloquei  na direção de uma montanha próxima.Andei  alguns metros e,ao olhar para  trás,tudo  que antes era movimentado estava em escombros,ruínas.
Então, pensativo retornei  a estrada é segui meu caminho.Sem  o traje branco e com  uma sacola com  um par  de  chinelos velhos dentro.Estava me sentindo nem vestido nem nu.
E de novo,do nada,surgiu  a minha frente uma jovem que esperava por mim, tranquila descansando sob a sombra de uma árvore de folhas incrivelmente reluzentes.Ao me vir aproximando perguntou me sobre o terno branco.
-Que terno é esse?
-Aquele lá da estação.
Não sabia o  que dizer já que o terno  havia  desaparecido.
Então, lembrei-me da sacola em minha mão e disse:
-Está aqui.Pega.
-Vem. Vou te levar pra casa. Disse com afetividade na fala ao meu tomar pelo braço.
Dali a pouco comecei a ouvir uma voz doce como se eu estivesse despertando de  um sonho,que dizia:
-Calma. Agora está tudo  bem.
Aí, despertei sobre o leito de um hospital, onde uma enfermeira afagava carinhosamente minhas mãos tremulas e frias.
-Enfermeira... Como vim  parar aqui?
-Uma  moça  que usava uma roupa branca que te trouxe.Disse  que te encontrou vagando na rua em frente a casa dela.
-Enfermeira... Essa moça  carregava uma sacola  com  um par de chinelos dentro?
-Sim. Ela disse que a sacola era onde ela  guardava  seu  traje branco.Estranho,né?
-É. Concordei pensativo.
Depois de alguns instantes em reflexão, convenci-me de que não sabia direito por onde andei ou com quem  andei...

Autor:Francisco Lisboa

domingo, 23 de junho de 2013

A GRALHA /O PRIMO JACÓ/E EU


No escaldante sertão  baiano a abundancia  de pássaros canoros era incontável. Uma  cantoria  sem fim. E nesse ambiente  harmônico  moravam minha família e a família  do primo Jacó. Em  minha  família  éramos  uns quatro ou  cinco,  enquanto que,do lado  da  dele  eram  apenas três membros.Juntos  formávamos  um  bando de oito meninotes arteiros que,na  flor da meninice passávamos  o dia  enfurnados no oco  das matas atrás  de caçar passarinhos,armando arapuca e comendo frutas silvestres.
Nosso  instrumento  de caça mais  primitivo não podia ser.Usávamos  o bodoque,com um bornal cheio  de bolotas  de argila que  era nossa munição.Enquanto  nossos  pais se embolavam-se na  terra  seca ,revirando-a,na esperança de que a noite  a chuva viesse para enfim  semear os grãos .
Como  a  vida  era  difícil  naquelas paragens,nós,os  rebentos,passávamos  a maior parte do tempo espalhando  arapucas pela  matas,na esperança  de pegarmos juritis,jacus,pombas....
A concorrência  entre  nós  era acirrada,quem  conseguisse  um feito  daqueles estava por cima da carne seca.
Por conta  dessa  rivalidade,uma  vez aconteceu  um  trágico  episódio envolvendo  o primo Jacó ou o Có,como nós o chamávamos.
Có,  era  o mais  velho e também  o mais entrão...Inconveniente,devido  sua resmungação que,uma vez  que começava,não  havia  santo  que o fizesse parar.
Tentando nos passar  a perna,do  nada,Có,arrumou  uma  discussão sem medida,querendo  se afastar de nós,já  que não  sabíamos  onde era o severo.Onde o passarinhos  estavam  acostumados  a  comer.A partir  daí ficamos sem graça,já que,nem  curruíla  nós estávamos  pegando,enquanto o primo exibia aquelas cambadas de rolinhas e juritis.
Então eu disse:
-Diacho... Vou  descobrir  de onde vem essa fartura.Então,passei a vigiá-lo.
Numa  oportunidade  vi  o primão saindo  arisco,desconfiado,andando por um  trieirinho. Enquanto  eu  o  seguia de  dentro  da capoeira,tropeçando  em galhadas  de juá merim.
Não  demorou e chegamos no  local   onde  ele armava  sua arapuca. Có,se  empolgou  quando  viu  que a arapuca  estava desarmada e,dentro dela,um passarinho  manchado de branco e preto,que depois  de preparado,mal  dava pra tampar o broca  do  dente  do  vivente  de tão  pequeno  que era. Empolgado com  a  presa,não  resisti e me denunciei, dizendo:
-Que pássaro lindo, Có!Que pássaro é esse, hein?
-É passarinho branco  e preto. O que você  está  fazendo aqui?Eu  te chamei?
-Não  chamou não,mas nós não  cassamos juntos?
De repente o primo disse:
-Esse passarinho é uma  gralha.Segura  aqui  enquanto  eu armo  a arapuca  de novo.
E  eu  o segurei  com  toda  força  pra  ele não  escapar.
Dali a pouco me  distrai  com  a  beleza  do pássaro,e  sem  querer,o  aproximei  da  orelha do Có,que  estava  dando  os últimos  retoques  na  armadilha.Num relance o passarinho arregalou  aqueles  olhos de fogo e  cravou  o bico  na orelha  do primo que berrava,dizendo:
-Tira   esse bicho  de mim,  antes  que ele arranca  minha orelha fora!
Com medo  do primo,soltei  o passarinho  e  sai  correndo,com  o Có me perseguindo com  a  gralha  pendurada na  orelha,berrando:
-Tira  esse  bicho  de mim.
E,eu,assustado me embrenhei  na mata, que nem  olhei  pra trás.Fui  embora...



Autor;Francisco Lisboa

sexta-feira, 21 de junho de 2013

EQUILIBRIO CEREBRAL

Meu cérebro, ordeno que pára com essa pulsação para fora.Isso gera preocupação em mim e me desestabiliza!Não tem nada lá fora que pode lhe trazer equilíbrio cerebral.Lá só tem tolices, devaneios,preocupações que te  acelera a troco de nada!
99% das preocupações que te acelara,jamais serão reais.Então,controle-se!Não consuma energia a-toa! Se  repense! Pense:o que de pior pode acontecer?Vale a pena o desespero no cérebro a troco de nenhuma solução que não lhe trará paz?
Globo ocular,ordeno que pára de olhar meu cérebro debaixo para cima, como se estivesse incentivando-o a expulsar energia positiva   pra fora! Ordeno que você olhe para baixo e olha  pra dentro do meu ser!Olhe-me internamente!Contempla meu coração. Busque respostas aqui dentro e não lá fora. Canaliza essa energia aqui pra dentro.Não quero meu cérebro bombardeado por preocupação e nenhuma solução!Aqui você encontrará todas as respostas que trará paz a meu ser, ao  contrario de  lá de fora que só me traz alucinação.
Quero  que descubra  o amor pulsando  do meu coração.Veja a  tranquilidade que pulsa dentro de mim.Note o bem  estar que sinto quando direciono meus  pensamentos através de meu cérebro para  meu interior.Ele gera uma  torrente de adrenalina positiva que me traz tranquilidade,me traz paz de espírito,vai me aliviando,me acalmando....Continua  meu cérebro  comandando meus pensamentos para que eles  se votem todos para dentro.
Isso. Quero  ter  essa  paz  e  não aquela  atribulação  de quando eu levo  meus pensamentos lá pra fora.Aqui  eu  tenho  tudo  que  preciso.Aqui  dentro  eu  tenho vida,eu  tenho paz,entusiasmo,eu tenho condições de coordenar meus pensamentos com tranquilidade,enfim,aqui encontro soluções para  os  meus problemas  e não  misturados  com eles.Quero  ficar  aqui,porque  eu   quero  conservar minha paz  de espírito,meu equilíbrio cerebral,emocional e mental.


Autor: Francisco Lisboa

terça-feira, 18 de junho de 2013

OLHOS DA ALMA

Numa visão que teve do pai,num desdobramento espiritual,o filho recebeu a seguinte mensagem:
-Meu filho,quero que venha me visitar.Estou prestes a deixar esse mundo e quero que você esteja ao meu lado no meu último instante de vida.
O filho por sua vez,ficou chocado com a natureza do pedido,mas partiu imediatamente a fim de atender o pedido do pai.Mas,para sua surpresa,ao  chegar,encontrou os  familiares juntos,consternados,como se já estivessem velado o corpo de seu pai.
Apreensivo ele se aproximou de uma barraca improvisada,coberta com palhas de coqueiro,e dentro  dela  um caixão. E dentro  dele  o corpo do pai,que embora ainda vivo,preferiu esperá-lo ali dentro  deitado.
No  que os familiares  viram o filho chegando,correram  para saudá-lo.Atitude que impacientou  seu pai, que disse:
-Venha logo,meu filho.Só  estou  esperando você!
-É pai,a hora final chegou,né!Como  se sente?
-Bem.Agora estou pronto.
Naquele instante parece que os familiares caíram em si,tomando ciência da gravidade do fato e aí,  o pânico tomou conta deles.
Já o filho por sua vez,demonstrando tranquilidade,disse ao pai:
-Espere aí pai.Vou confortá-los.E saiu.
No que retornou,deparou com  o corpo do pai já sem vida.Ele havia partido sem se despedir.Então,restou  ao filho contemplar sua passagem,observando-o de longe ,através dos olhos da alma.


Autor:Francisco  Lisboa

segunda-feira, 17 de junho de 2013

AMIGOS

Amigos,por favor,

deixem algum comentário,sua opinião...Tire dúvidas...Estão gostando do que estão lendo? Tem 

sido significativo para vocês?

Com carinho,

Francisco Lisboa

A BUSCA

-Jovem poeta, esses poemas são seus?Pergunta o observador.
-Sim. Eles são inspirações que meu Pai no meu coração depositou. Elas,essas inspirações, são conhecidas como dom.
-E o que seu pai faz?
-Muitas coisas.
-Como assim muitas coisas?
-Muitas coisas... De improviso é difícil dizer. Ele é dono de tantas virtudes... Temo não me lembrar de todas pra relatar a você.
-Tente.
-Meu Pai é engenheiro e doutor;
É poeta, sonhador.
É artista, mágico, alpinista, navegador...
Ele é dono de todas as inspirações!
-Como pode um  homem ser herdeiro de tantas inspirações,tantas virtudes?
-Esperai meu senhor. Não me refiro a meu querido pai carnal.
Refiro-me ao grande Pai celestial!
Esse Pai que falo,mora no céu. Ele é Deus!!!
Autor: Francisco Lisboa


A FÁBULA

De minha  varanda  eu  observava a algazarra dos bichos no quintal, brincando ao acaso. A todo instante chamavam minha atenção  com um barulho ensurdecedor ,para que eu  me envolvesse com aquelas traquinagens animalescas.
De  certo estavam  tentando  fazer  com que eu também me divertisse com as brincadeiras.Mas, o  que não  sabiam  eles,era  que eu  estava me divertindo  o tempo todo, enquanto  eu os  observavam  naquelas brincadeiras triviais.

Cães, gatos, porcos... Entre estes também haviam dezenas de coelhos brancos...Outros manchados de branco e preto...Então,me  aproximei a fim de agradecer pelo divertimento.

Não  posso afirmar  se entenderam  o objetivo de minha reação.No,entanto,só sei que,no que adiantei o passo na direção deles,assustaram e foi uma correria só,pra tudo quanto  é lado.
Corriam ao acaso.Desesperados.O barulhão  causado pela fuga repentina,acabou por acordar um elefante enorme que cochilava num canto encostado.
Então,enquanto  eu observava aquele reboliço,acabei pagando os males dos pecados.O elefante esborrifou em mim com sua tromba uma terra vermelha,deixando meu traje branco de poeira manchado.


Autor:Francisco Lisboa

PARADOXO PÁTRIO

Há  muito que as margens desse histórico manancial,
Já  não  possui  nada  de serenas!
A nação  curva-se em clamores...
Ás  luzes  da  liberdade tornaram-se turvas,
Tomando o lugar da esperança,
Em sua nebulosa expectativa de vida.

Ela sente na pele os sinais da desigualdade!
Em seus cárceres,
A nação  vegeta,
Tentando se ver livre do holocausto!

Ó aldeia odiada,
Condenada a escravidão,
 Tu permaneces!

Ó  aldeia de terríveis injustiças,
De terríveis pesadelos!
Um veio de cruel desamor,
Deságua sobre ti!

Subjugada,
Tu   tornastes omissa...
Tornou-se frágil, fraca, pobre, esquecida...
Terra odiada!

Entre uma e outra,
Tu és apenas uma pobre devastada ilha!
Ó terra natal,
 Desfrutada por poucos!

Quem cuida de ti pobre vila,
Não sabe o que é gentileza.
Não  compartilha,
Quer tudo pra si.

Ó aldeia odiada!
Tu és sacrificada, oprimida...
Tuas planícies  são tristes,
Não  são alegres  como dizem!
Em ti,
Não é permitido desabrocharem as flores,
Como cantam em refrões de louvores a ti!

Ó aldeia odiada!
Tu foste condenada ao cárcere perpetuo!
Ó  rincão desolado!
Até parece que tu não tens as tais palmeiras
Onde cantam os sabiás!

Tu és uma epopeia que não tem brilho...
Carrega consigo o peso da discórdia presente,
Resguardando para  o futuro de  seu povo ,
A vergonha como herança eterna!

Então, após tanto dissabores,
Num  ato desesperado,
Fecharás teus olhos,
Pra não ver a catástrofe final.

Ó terra empoeirada, escalpelada, destruída...!
Entre uma e outra,
Tu és apenas uma pobre e injustiçada ilha!

Ó aldeia subjugada!
Faltou-lhe justiça,faltou-lhe atenção...
Faltou dignidade a ti...
Faltou respeito ao povo dessa nação! 

Autor:Francisco Lisboa
















DESAFIO DOS ÓRGÃOS-CONTADO EM CORDEL



Certo vez os órgãos do corpo humano
 Resolveram fazer uma olimpíada
Queriam descobrir   dentre eles
Qual o  mais importante para vida,

De um ser humano saudável
Que viveria com alegria
Cada um fez seu discurso
 Com extrema simpatia.

 Foi dada a largada
E a disputa fez se  iniciar
Na voz  do coração
o primeiro a falar,

De sua  importância para o corpo
Sem a qual  o mesmo não pode funcionar:
-Não percebem  quando dou pane?
Poucos são capazes de suportar

Sou o órgão principal 
Não tem o que negar
O corpo só se mantém vivo
Graças ao alimento dos   tecidos
Que a todo  instante  mando  pra lá.

 Tenho dois átrios
E dois ventrículos
 Que estão  para auxiliar
O  sangue rico em dióxido de carbono
Que não canso  de  purificar.



Em oxigenação no meu lado direito
Faço tudo e não improviso
Depois vai para o esquerdo
E daí para todo o organismo;

Assim, o combustível que move o corpo
 Alimentando se mantem
Bombeio tudo com carinho
Por isso  não vem que não tem.

Sem meu auxilio o homem não vive
Digo isso sem receio
Não  há o órgão no corpo humano
Mais importante  que eu!




-Alto lá!
Disse veias e artérias
Que se pôs a falar
Dizendo que sem o auxilio delas
O coração não  podia trabalhar!

Somos nós que transportamos  o sangue
E ainda muito mais
Livrando o das impurezas
Que são prejudiciais,

Levando sangue purificado
Com  alimentos essenciais
Para todos os tecidos
O que nos enriquecem ainda mais,

De glóbulos brancos temos um exercito
que se forma um batalhão
Que defende organismo
De qualquer invasão,

Seja  interna ou externa
Nós não damos mole não
Nem a vírus e bactérias
Essa é nossa função.

Também temos glóbulos vermelhos
Que Desempenha obrigação
De levar oxigênio aos tecidos
 Garantindo sua movimentação;

Alem de  plaquetas que se  unem
Quando um vaso sanguíneo  é lesado
Evitando a hemorragia
Do corpo humano avariado.

Somos nós que fazemos
o ser humano sentir-se   confiante
Desfrutando de saúde plena
a cada momento ,a cada instante,
Então fale coração
Se há função mais importante?


De repente ouvi-se um  sopro forte
Com a chegada  de novos anfitriões
Que em defesa da própria causa
Apresentavam-se como pulmões.

 -Recebemos sangue venoso
E dióxido de carbono
É bom que fique esclarecido
Para que não se comenta engano

Em relação a  essa missão
De expulsar veneno do sangue
Por meio de respiração.

Inspiração  também é  nosso trabalho
É feito  através da indução do ar
 Enriquecemos  o sangue arterial
Que é enviado  devagar

Aos tecidos do organismo
Nutrientes saudáveis
Que melhora  seu desempenho
E ainda muito mais...

Se isso não é ser importante
Em nada mais dá para acreditar
Pois o certo já não é certo
Enquanto o errado quer imperar.

Damos por encerrada
Essa peleja de foro salutar
Pois achamos muito difícil
Que alguém ouse nos superar.



No que cessou os pulmões
Um ronco estremeceu
Era o sistema digestório
Que com o discurso se ofendeu
Pois, do jeito que estavam falando
Sua importância  estremeceu:


-Queremos  discordar dos colegas
Pois acreditamos sermos os mais importantes
Comandamos  boca, língua e dentes.
Que trabalham em fluxo constate,

Além glândulas salivares
Que trabalha na mastigação
Dos alimentos  enviados aos companheiros
Que deles desfrutam de proteínas sem maior  preocupação
Fala ai esôfago! Se  eu não tenho mesmo razão.


-Sou condutor do  estomago
Por onde passa  alimentos pra digestão
Com o auxilio do suco gástrico e  ácidos
É feita a transformação,

Que tão bem faz ao homem
 Causando-lhe  satisfação,
Então para valorizar o conjunto
Digo que o sistema digestório
Está coberto de razão.

Falando meio escondido
Lá detrás do intestino grosso
Tomou  a palavra o intestino delgado
Mas  foi cauteloso,

Apenas expôs seu ponto de vista
Faceiro e majestoso
Pois, fazer parte do sistema digestório
Pra ele era um gesto  honroso.

Falando com jeitinho
Falou de suas qualidades
De forma simples e tranquila
Sem qualquer temeridade

Pois,com a força do sistema
 Tinha  sua cumplicidade:
 -Eu seleciono alimentos
Necessário ao organismo
Com a ajuda  do fígado e vesícula
Onde são absorvidos.

Após sua divisão
Suas  partezinhas são aproveitadas
De forma lenta e tranquila
Pelo  organismo que espera sua chegada;

Para retirar a energia
Das partículas arrebanhadas
Que em forma de proteínas
Vão sendo acomodadas.
Não é verdade o que digo, Pâncreas?
Fala ai, meu camarada!


-É verdade meu amigo
E não posso  ficar calado
É por isso que apoio o discurso
Do  intestino delgado.
 Eu fabrico materiais essenciais
Na absorção de proteínas
Ácido graxos açucares
Num movimento que fascina;


Se  adoeço sem querer
O açúcar no sangue  cresce
E isso é favorável
Ao aumento da indesejável  diabetes,
 E como trabalho em conjunto
Não quero que isso acontece.
Com que cara vou olhar para meus amigos
Se eu for à causa  que   o ser humano padece?

 Assim também sou importante
Dentro de um conjunto que muito me enobrece
Tenho orgulho de fazer parte desse grupo,
Ele que continuamente de enaltece.


-Sou o responsável pelo ‘lixo’
Disse  o intestino grosso-
É um serviço sujo é verdade
Mas é muito prazeroso
 Alivio a barra do organismo
Tirando o que não é bom
Deixando o  que é valioso.


Também sou chamado de cólon
E meço um metro e meio
Uns tem receio de falar sua medida
Mais eu falo sem rodeio.

Não vejo problema nisso
Já que termino  no ânus
Porta de saída do corpo
Ou o escapamento do fulano,

Onde o material fecal
É prontamente eliminado
Para o bem estar do homem
Que   se sente aliviado.

Já pensou se eu não funcionasse
E esse lixo ficasse armazenado
Seria um Deus nos acuda.
Por isso,
 meu  valor  é  comprovado.


-Seu valor está comprovado
Mas  não é mais valioso que o meu
Vou provar por  A mais B
Que ele supera o seu.


Disse a aparelho urinário
convicto no que dizia.
Aquilo para o intestino grosso
Soou como uma ducha de água fria,

Já que o aparelho urinário
Falava por que sabia
Como funcionava o trabalho sujo
Pois, aquilo ele também fazia.

Vocês estão esquecendo de nós
Que trabalhamos em harmonia
Entre rins, bexiga, ureteres e uretra
Aposto que não sabia,

Que os rins recebem material diluído
Indispensável  ao  organismo
E encaminhados ao sangue
Esse é nosso serviço.

A urina por sua vez
É formada nos rins pelos  ureteres
E levada para bexiga
Onde não permanece;
Pois, é expelida para fora
E o corpo humano agradece.


Fala de seu trabalho bexiga
Ele muito nos enriquece
Sabemos de sua importância
Então porque não esclarece?


-Se estamos no mesmo barco
Acho que não tem nada mais
Posso falar rapidamente
Daquilo que agente faz

Para ajudar o homem
A ter um pouco paz

 Do corpo humano sou a bexiga
Que quase sempre está cheia
Mas quando aciono a micção
Abro minha torneira, 

Para que o resíduo sujo
Seja todo expelido
Dando continuidade
Ao trabalho do metabolismo,

Que fica com o necessário
E elimina o excesso  do organismo.
 Portanto, faço parte desse sistema.
E me orgulho de dizer
Porque tenho certeza   que sem nós
O homem não poderia viver!

Um som forte foi ouvido
E um cheiro ficou no ar
De coisa saborosa...
Quem é que acabara de chegar?

O silencio se fez de tal forma
Que não se ouvia nem ruídos
Olha só  quem deu as caras!
São os órgãos dos sentidos.

E foram  logo dizendo
Se fazendo de oferecidos
Que eram eles os mais importantes
E assim  estavam decididos,
Que digam olhos  e nariz
E também os ouvidos.

 -Nós somos indispensáveis
No que se refere à visão
Definimos o claro e escuro
Sem nenhuma objeção

Mas quando não o fazemos
O homem sofre de cegueira
Esse é um caso grave
E não serve pra brincadeira
Pois, um ser humano que não vê
É como um carro sem freio na ladeira.

 Atentos ao discurso dos olhos
Os ouvidos aproveitaram à ocasião
Para também expor
Um pouco de sua função
Que em conjunto  com outros órgãos
Formam o complexo da audição.

-Somos compostos por orelhas
E também os pavilhões
Que nos permitem definir ao ser humano
Os mais diferentes tipos de sons,

Quando isso não acontece
Nos entristecemos de vez
Pois, ao não funcionarmos
O homem sofre com a surdez.

Isso é lamentável para nós
Esse não é nosso intento
Nenhum órgão  poderia funcionar bem
Com   homem em isolamento,

Pois, é isso que acontece
Quando o ser humano deixa de ouvir
Isso não é bom...
 Com isso ele deixa de sorrir.


-‘Alto lá!’  Retrucou o nariz
Tem órgãos que fala muito
Mas ao mesmo tempo
Não repara o que diz

Porque sem minhas narinas
Como o homem distinguiria o cheiro
Disse o irreverente nariz
Num tom todo faceiro.

Somos  o sentido do olfato
E isso é mais que importante
Uma vez que ao sofrermos deficiência
Isso pode ser fatal ao homem.

Em face disto
Digam todos sem rodeios
Somos ou não somos os órgãos mais importantes?
Vamos reconheçam!
Já que  dar o braço a torcer a razão
Nunca pode ser visto como feio


Sentenciou o nariz
Sem medo de retaliação
Decerto percebeu  no semblante de outros órgãos
Que ele e suas narinas
Estavam cobertos de razão.


-Cada um que aqui fala
Demonstra muita convicção
E eu não sou diferente
 Represento o sentido da  degustação,


Por certo tenho importância
E defende-la é minha intenção
Represento boca, língua e glândulas salivares.
Essa é minha  posição.


Juntos diferenciamos tudo  que é colocado na boca
Reconhecemos o gosto amargo e azedo
Tudo é feito com cuidado...
 com o corpo humano temos zelo.


Entre doce e salgado
Lhe damos condição
De ter um bom paladar
E uma boa degustação,

Se adoecemos
O corpo não sente gosto
E isso não é bom
Soa  como algo incestuoso,

Haja vista que a perca do paladar
É algo ruim demais
E a conseqüências não são graves
mas muito desagradáveis.

Essa é a posição desse conjunto
Que também reflete os anseios do sentido
Se isso não é ser o mais importante
O bicho homem está perdido!


-‘E eu então, que constituo o sentido  do tato?
Disse a língua faceira
Sou a  que mais importância tem
O resto  não passa de besteira.

Ouçam com atenção
Deixem todos de faladeira
Reconheçam quem importância tem
Essa é uma virtude ordeira.

 Minha função principal
É apurar  a dualidade das coisas
Que menos se espera
Na língua  vem e pousa.

 Assim diferenciamos o frio do quente
O suave do rugoso
O liso do áspero
É tudo muito gostoso.

 Sem  tato o homem é inseguro
E sofreria ameaças  constantes
É tão somente por isso
Que no corpo o humano sou o mais importante.
 Concluiu seu discurso o tato
Num tom nada modesto
Pra lá de arrogante.


De repente o que era pacífico
Tornou-se a maior confusão
Todos falavam ao mesmo tempo
Dificultando a compreensão

Até que o sistema nervos disse:
-chega  dessa discussão!
Se é pra ser importante
Olhem minha condição-

  Trabalho com o sistema  neurológico
E jamais cometemos engano
Por que o que está em jogo
É a vida do ser humano
 Logo está claro
Que vocês só funcionam bem
Se nós estivermos ordenando.


Falando  como  se fosse dono da situação
O cérebro  desabafou sem nenhuma objeção
Dizendo que ele recebe estímulos do meio ambiente
E ficar ouvindo  seria uma humilhação
Para um órgão tão importante
Ficar ouvido calado toda aquela falação

-Considero que sou importante
E sem demora vou falar
Percebo a temperatura, dor, sensações visuais e auditivas.
E tudo que diz respeito ao pensar,

 Além das reações do organismo
É processo toda informação
Dou  resposta instantaneamente
Esta é minha função
De manter o corpo alimentado
Regulando as batidas do coração...


Estimulando os reflexos
Como urinar e defecar
Diferencio o frio do quente
E tudo mais que vocês possam pensar.


Sou um pequeno órgão
Mas não menos importante
Fico embaixo do cérebro
Esse órgão vibrante.

Encarrego-me do equilíbrio do corpo
Função que desenvolvo com esmero
A minha ausência produz tonturas
E o meu nome é cerebelo.



-Sou formado por um exercito de nervos
Que leva estimulo ao cérebro
É um trabalho árduo
É verdade não nego,

Mas é muito prazeroso
E nele me entrego
Levando e trazendo  as ordens para o corpo
Sou o sistema neurológico periférico.

Controlamos os movimentos do corpo
Para que tenha bom funcionamento
Sou um sistema indispensável
Afirmem ao contrário quem tiver argumento.

-E o que dizer então de nós  que somos  formados
 Pelo ovário, útero, trompas e vagina.
Nossa importância  não se compara
Nosso empenho é coisa fina.

 A célula reprodutora da mulher é o óvulo
A fecundação acontece com sua união
Junto ao espermatozoide
Que a uma nova vida dá a direção,

É um fenômeno que ocorre no útero
Também um órgão de nossa jurisdição
Onde se forma um ser vivo
Para nossa satisfação.


Nos três primeiros meses
O óvulo fecundado se chama ‘embrião’
A partir do quarto mês  é feto
Uma vida em evolução

Por isso na relação sexual
O casal deve ter atenção
Pois, a vida que está gerando
não gosta de movimentação.


Sabemos do que falamos
Pois nossa função é gerar menino
Somos importantes demais pra vida
Somos os órgãos sexuais  femininos.

-Já eu sou o pênis, que pelos testículos
Controlo   a célula reprodutora masculina
Que é espermatozóide que unido a o óvulo
Formando  um novo   homem que fascina.

Mas essa união requer cuidados
Haja vista que há diversas doenças
Capazes de infectar
Estabelecendo sua sentença

É o caso de DST
Que pode atacar
E sem que o homem perceba
Podem até matar...

É  também o caso da AIDS
Enfermidade difícil de curar
 Por isso uso preservativo
Com cuidado genuíno
Porque sofremos  com tudo isso.
 Somos os órgãos sexuais masculinos.


 Está vendo por que falamos
Que somos os mais importantes
Existimos para reproduzir
Isso é gratificante.

Ouvindo tal discurso
O coração se emocionou
E assim ela falou:
-  vocês têm de fato razão
Essa disputa, 
os órgãos reprodutores foi  mesmo quem  ganhou.

A maioria  concordaram
Em coro dizendo sim
já o sistema nervoso discordou
Dizendo que não era bem assim.


- Cada um falou de sua função
Mas esquecemos que  um ao  outro ele  se liga
Então para que tanta desavença?
Para que tanta intriga?

O importante de fato
É esse conjunto  soberano
Que com bom funcionamento
Só trás  tranqüilidade  ao ser humano!

E com o discurso do sistema nervoso
A disputa entre órgãos terminou
Houve a concordância de todos
É  o acordo entre órgãos se instalou.

E o corpo humano agradece
Pois, sabe que seus órgãos
Ao  seu bem estar se dedicou.
Tanto que promoveram até um desafio
Mas ao final da disputa
Foi à vida quem ganhou.

Autor: Francisco Souza Lisboa
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