sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013


NO  DESERTO   DO  MEU  EU

 No deserto do meu eu
As  flores   murcharam
A  esperança   se foi
Matando   a criança  
Que existia dentro de mim!
No  deserto do  meu eu
 Impera  a  solidão
Tudo está  de  pernas  pro ar
Não  sei  quem  sou
Apenas  sei   que   vivo
Nos   limites da razão.
O   que era  pra   ser,não foi
Isso me causa tédio, burburinho, alucinação.
Seria  tão  simples  pra mim
Sentir apenas  o  pulsar  afetivo 
Que  emana de meu  coração!
Porém,  meu coração  não  existe.
Nunca   sentiu   amor
Não  sabe o que   é  paixão
Vive lacrado. A   sua   volta,dor e devastação
Sinto o  gosto   de   poeira  na  boca.
Lá   fora  um   turbilhão
Não   posso  sair  de  onde  estou
Tenho   medo    do   vazio
Da    rebentação...
  Preciso   amar.Preciso a aprender   a me amar
Eis   o  ‘X’  da questão 
Só  assim  verei  flores  de novo
Estampadas  outra  vez
Na  face empoeirada    do   meu   eu
   Entre  elas minha   criança  interior
Que  morreu   e  renasceu
Resgatando-me pro amor.
Não   quero mais ser deserto
Nem de  longe,nem   de   perto
Prefiro   viver   feliz
Sob   a tutela   de meu coração.


Autor:Francisco   Lisboa

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