NO DESERTO DO
MEU EU
No deserto do meu eu
As flores
murcharam
A esperança
se foi
Matando a criança
Que
existia dentro de mim!
No
deserto do meu eu
Impera
a solidão
Tudo
está de
pernas pro ar
Não
sei
quem sou
Apenas sei
que vivo
Nos limites da razão.
O que era pra
ser,não foi
Isso
me causa tédio, burburinho, alucinação.
Seria tão
simples pra mim
Sentir
apenas o
pulsar afetivo
Que emana de meu
coração!
Porém, meu coração
não existe.
Nunca sentiu
amor
Não sabe o que
é paixão
Vive
lacrado. A sua volta,dor e devastação
Sinto
o gosto
de poeira na
boca.
Lá fora
um turbilhão
Não
posso
sair de onde
estou
Tenho medo
do vazio
Da rebentação...
Preciso
amar.Preciso a aprender a me
amar
Eis o
‘X’ da questão
Só assim
verei flores de novo
Estampadas outra
vez
Na face empoeirada do
meu eu
Entre
elas minha criança interior
Que morreu
e renasceu
Resgatando-me
pro amor.
Não quero mais ser deserto
Nem
de longe,nem de
perto
Prefiro viver
feliz
Sob a tutela
de meu coração.
Autor:Francisco Lisboa
Nenhum comentário:
Postar um comentário