MUNDO DE ILUSÕES
O meu eu não conhece
Complacência.
É deserto, disperso e
árido.
Nele, solidão impera.
Paz,nele?
Não existe.
Oh, desumana tribulação!
Acalme
o ímpeto
Dessa cortina empoeirada,
Que
circunda meu coração.
Por conta
dela,
Não
expresso o que
sinto.
É
verdade!Eu não minto.
A
emoção do meu amor
Vive retida atrás dela,
me limitando na
vida.
Agonia insólita. Maldita. Destemida
Ilusão vegetante.
Quero
sentir amor.
Não
gosto do existencialismo
Impostor, que retém meu
amor.
Sem ele
eu não sou eu.
Sou
recluso,
Num mundo de ilusões.
Existo. Mas não vivo.
Sou
confuso.
Vegeto
discreto
Ladeando
uma racionalidade
Que não
me pertence.
Agora, pare e pense!
Dessa maneira...
É fácil
ser gente?
Que
pensa,que ama,que sente!
Autor:
Francisco Lisboa
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