Com base
no livro de Rollo May(O HOMEM À PROCURA DE SI MESMO) que a
professora Michelly Peixoto
me emprestou(muito bem!Parabéns por
isso!) ,está claro que de
alguma forma todos sofrem de ansiedade
em nível mais ou menos elevado.Esse menos
elevado eu diria
por exemplo que seria sentido
por uma sociedade
de padrão financeiro estabilizado,onde que
crescer profissionalmente -vamos dizer
assim- depende apenas da cobraça que o
individuo faz sobre si
mesmo.Isso sem contar que
se sente aliviado
no instante em que
imagina que naquele momento
está pressionado,mas no momento
em que trabalhar se
sentirá em equilíbrio,pois a política econômica de
seu Pais lhe
garante a salva guarda
de sua dignidade.Claro que
existe ‘Ns’, gatilhos que
disparam esse mau
star,mais ainda assim
em menos intensidade se for uma
situação considera comum...Ou
sei lá...Uma situação
em que o individuo
simplesmente não consegue desenvolver
em sua
vida.Um relacionamento amoroso que não deu
certo.alguma decepção,em fim,ele ainda
tem certa tranquilidade porque
seus profissionais de modo geral estão acostumados com uma sociedade sadia e se
empenhará ao máximo para
que o mesmo tenha
franca recuperação.
Então,temos que:numa sociedade mais esclarecida,mais atualizada vamos dizer assim,a sociedade cobra
do individuo,mas é
uma cobraça natural,pois
onde vivem todos
tem condições de ter
dignidade na vida.E outra
vez o individuo também
se cobra,só que,com menos intensidade,pois basta ir atrás e ele
consegue conquistar seus
objetivos.
Agora, a
coisa muda dramaticamente de figura
num Pais emergente,pois o simples fato
de a pessoa
demonstrar algum tipo de distúrbio
nessa
ordem já é
considerada doente,pois tudo
conspira contra ela.
Senão,vejamos no Brasil
por exemplo:
A
pessoa de modo
geral,por viver sob julgo de uma
economia desumana,desde cedo
já coloca a
faca nos dentes,porque
sabe se ela não
for a luta,ela
fará parte dos
restolhos dessa nação decadente.
Então,a própria
pessoa já se pressiona demais
pra ser alguém na vida,porque
a sociedade e a sobrevivência em si exige isso.Em seguida
ela é cobrada
pelos familiares que
tem medo que
ela não luta
e seja presa fácil desse sistema injusto no
qual ela vive.Não
bastasse isso,tem a humilhação
de tirar da
boca para estudar,se
não quiser fazer parte dos ‘relis’,sabendo que o
Constituição lhe garante direito
a Educação,e no entanto,ela está
pagando para obter isso e ainda que
sem nenhuma qualidade, ela enlouquece.Então,infelizmente para
nós no Brasil o
nível de ansiedade é altíssimo,porque o próprio
sistema enlouquece qualquer um,desde aposentados,funcionários públicos,privados,em
fim,se com tudo isso o
individuo não vivenciar
o vácuo em
toda sua plenitude,só
se ele se embebedar nunca
mais ficar sóbrio.Pelo menos
assim ele consegue retratar
com fidelidade o curso decadente
da sociedade da qual ele representa.
Com isso a desilusão
toma conta da pessoa,e
ela passa a
viver com
insatisfação,esbarrando
daqui e dali,a
custa de remédios,consultas em Cais,e
assim vai.Sua qualidade
de vida vai
prô espaço numa
velocidade estratosférica,pois
mesmo conseguindo seus
objetivos,o choque foi tão
tremendo que abalou
sua estrutura para sempre.
Essa talvez
seja a moral
da história de tantas
pessoas que as
vezes até consegue
alguma coisa na
vida,mas que não
tem paz,pois se bobear tudo
vai de água abaixo do dia
pra noite.
A
meu ver,que não
quer dizer muito,a única saída
do individuo nos dias de hoje para ele
ter um pouco de paz
,é a
pratica do desapego.Pois
no sistema castrador de ...(não
diria nem de
sonhos;é de talento
mesmo) onde vivemos,não
anseiar ter nada,já
significa um avanço extraordinário pra
saúde,por não colocá-la em risco
com desgastes desnecessários.Fora
disso,é optar pela
cicuta e amparado pelos
psicotrópicos,viver alucinado pela a
ansiedade,com o gosto
amargo de ver sua
dignidade sendo devorada sem
que nada possa fazer,uma vez
que os distúrbios psicológicos
advindos desse massacre
mental é a
grande certeza de
sua trajetória de vida.
Autor:Francisco Lisboa