HÁ DIVISÃO
ENTRE O EU
E O SER?
Sinto , que
,quando optei por voltar
a atenção pros meus pensamentos,senti a
sensação de que de alguma
forma me tornei
dois, e reflito:há divisão
entre o ser e o
‘eu’?
Para
chegar a esse
questionamento ,parto do
principio que um ser é
único,e que,é ele
quem administra suas reações
e emoções.
Percebi com
isso que um fenômeno
um tanto confuso está
ocorrendo dentro do meu
ser,que é administrado a partir de
minha mente.
A
partir daí passei
a investigar minhas reações
habituais
atentamente,e,notei que tal divisão
não tem razão
de ser,desde que eu
queira.Então,o que está
acontecendo?
Minha mente
parece ter vida própria
e só vive
me levando para
onde eu não
quero ir,via pensamentos desordenados
e assombrosos.
Fleches de imagens
absurdas entram e saem
de meus pensamentos tranquilamente, como
se isso fosse
um procedimento normal da conduta mental
humana.Isso me assusta.
Felizmente, para mim,sei
que meu ser é único.Se
não fosse único,não poderia
ditar regras sobre si mesmo.Ele
não é confuso
e nem submisso.Por
isso mesmo no
que transparece ser,sinto-me
mau,pois ele está
agindo contra sua
natureza . Os sintomas
são sentidos pelo
eu, no todo
e não em partes
separadas.Ele não é
escravo de nada.Não
se submete a nenhum tipo
de situação que
venha confundi-lo ou subestimá-lo.
Felizmente, para
meu ‘eu’ ,sei que meu
ser é único.Se ele é único
,ele por sua
vez só impõe
regras a partir
de si mesmo.
Então, organizei
ideias sobre tudo
que estava acontecendo.Aquilo que estava
trabalhando contra meu
‘eu’ e me programei
para que,ao invés
de trabalhar contra
mim,organizei-me para que trabalhasse
a meu favor.Com
isso senti um alivio
tremendo n’alma,pois,sei que,sem
querer,submeti minha mente a
trabalhar contra sua natureza.
Descobri isso quando
meu coração requisitou
amor e eu não
tinha pra dar,pra me
amar,pra amar, pra me
doar.
Estranho: há divisão
entre o ‘eu’ e o ser?É
possível deixar de lado
o coração e
amar com a razão?É
possível sim.
Só
que amar com
a razão não
é amor, é
escravidão.E amar de
coração é emoção. Essa
é a mãe
de todos os
sentimentos nobres e receptivos.
Ela
me satisfaz e jamais
me leva a exaustão,porque o
amor não é
severo .Amar não trás desilusão,aflição,desequilíbrio ou alucinação.O amor
me faz bem.Só me
faz sentir,satisfação.
Eis
o desfecho da questão:um
ser que não
sente,que não se
ama,vive dando asas
ao externo ,as fantasias,as
ilusões,está fadado a
viver dividido entre
si e ao mesmo
tempo, sofre por inteiro.
Autor:Francisco Lisboa
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