sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

CONSTATAÇÃO


HÁ   DIVISÃO   ENTRE  O  EU  E  O   SER?
                                
Sinto ,  que  ,quando  optei  por voltar  a atenção pros   meus   pensamentos,senti   a  sensação   de  que de alguma  forma   me   tornei   dois, e  reflito:há   divisão  entre o  ser  e o  ‘eu’?
Para   chegar  a  esse  questionamento  ,parto  do  principio    que um ser   é   único,e  que,é   ele   quem administra  suas  reações  e emoções.
Percebi   com  isso  que um  fenômeno   um tanto   confuso   está  ocorrendo  dentro do   meu  ser,que  é administrado  a  partir  de  minha   mente.
A   partir  daí  passei   a  investigar minhas   reações   habituais  atentamente,e,notei  que tal  divisão  não   tem   razão   de ser,desde  que  eu  queira.Então,o  que  está  acontecendo?
Minha   mente  parece   ter vida  própria  e  só  vive  me   levando   para  onde  eu  não  quero ir,via   pensamentos  desordenados  e  assombrosos.
Fleches de  imagens  absurdas  entram   e saem  de meus  pensamentos   tranquilamente,  como  se  isso  fosse  um procedimento  normal  da  conduta  mental   humana.Isso me  assusta.
Felizmente,  para mim,sei  que   meu  ser  é  único.Se  não fosse  único,não  poderia   ditar  regras sobre  si mesmo.Ele   não  é  confuso  e  nem  submisso.Por  isso  mesmo   no   que   transparece   ser,sinto-me  mau,pois   ele  está   agindo  contra  sua  natureza .  Os  sintomas   são   sentidos   pelo  eu,   no  todo  e  não  em partes   separadas.Ele   não   é  escravo  de   nada.Não  se submete   a  nenhum tipo  de  situação  que  venha  confundi-lo  ou subestimá-lo.
Felizmente,  para  meu  ‘eu’ ,sei que  meu  ser é  único.Se  ele é único   ,ele   por   sua   vez  só   impõe  regras   a  partir   de  si mesmo.
Então,  organizei  ideias  sobre  tudo  que  estava  acontecendo.Aquilo que  estava   trabalhando  contra  meu   ‘eu’  e me  programei  para   que,ao  invés   de   trabalhar  contra  mim,organizei-me para  que  trabalhasse   a  meu   favor.Com  isso  senti  um alivio  tremendo  n’alma,pois,sei   que,sem  querer,submeti  minha  mente a  trabalhar contra sua natureza.
Descobri  isso quando  meu   coração  requisitou   amor e  eu  não  tinha  pra dar,pra  me  amar,pra  amar, pra  me  doar.

Estranho: há   divisão  entre o  ‘eu’  e  o   ser?É  possível  deixar   de lado  o  coração  e  amar  com  a razão?É   possível  sim.
Só   que  amar   com  a  razão  não  é  amor,   é   escravidão.E   amar  de  coração   é emoção.  Essa   é   a  mãe   de  todos   os  sentimentos nobres e receptivos.
Ela   me satisfaz  e  jamais   me  leva a exaustão,porque   o   amor   não  é  severo .Amar  não  trás desilusão,aflição,desequilíbrio  ou  alucinação.O   amor  me  faz bem.Só   me   faz  sentir,satisfação.

Eis   o  desfecho  da questão:um  ser  que  não  sente,que  não   se  ama,vive  dando   asas  ao   externo ,as   fantasias,as  ilusões,está   fadado  a  viver   dividido  entre   si e  ao  mesmo   tempo, sofre  por  inteiro.
Autor:Francisco Lisboa


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