segunda-feira, 17 de junho de 2013

PARADOXO PÁTRIO

Há  muito que as margens desse histórico manancial,
Já  não  possui  nada  de serenas!
A nação  curva-se em clamores...
Ás  luzes  da  liberdade tornaram-se turvas,
Tomando o lugar da esperança,
Em sua nebulosa expectativa de vida.

Ela sente na pele os sinais da desigualdade!
Em seus cárceres,
A nação  vegeta,
Tentando se ver livre do holocausto!

Ó aldeia odiada,
Condenada a escravidão,
 Tu permaneces!

Ó  aldeia de terríveis injustiças,
De terríveis pesadelos!
Um veio de cruel desamor,
Deságua sobre ti!

Subjugada,
Tu   tornastes omissa...
Tornou-se frágil, fraca, pobre, esquecida...
Terra odiada!

Entre uma e outra,
Tu és apenas uma pobre devastada ilha!
Ó terra natal,
 Desfrutada por poucos!

Quem cuida de ti pobre vila,
Não sabe o que é gentileza.
Não  compartilha,
Quer tudo pra si.

Ó aldeia odiada!
Tu és sacrificada, oprimida...
Tuas planícies  são tristes,
Não  são alegres  como dizem!
Em ti,
Não é permitido desabrocharem as flores,
Como cantam em refrões de louvores a ti!

Ó aldeia odiada!
Tu foste condenada ao cárcere perpetuo!
Ó  rincão desolado!
Até parece que tu não tens as tais palmeiras
Onde cantam os sabiás!

Tu és uma epopeia que não tem brilho...
Carrega consigo o peso da discórdia presente,
Resguardando para  o futuro de  seu povo ,
A vergonha como herança eterna!

Então, após tanto dissabores,
Num  ato desesperado,
Fecharás teus olhos,
Pra não ver a catástrofe final.

Ó terra empoeirada, escalpelada, destruída...!
Entre uma e outra,
Tu és apenas uma pobre e injustiçada ilha!

Ó aldeia subjugada!
Faltou-lhe justiça,faltou-lhe atenção...
Faltou dignidade a ti...
Faltou respeito ao povo dessa nação! 

Autor:Francisco Lisboa
















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