Certo vez os órgãos do corpo humano
Resolveram fazer uma olimpíada
Queriam descobrir dentre eles
Qual o
mais importante para vida,
De um ser humano saudável
Que viveria com alegria
Cada um fez seu discurso
Com extrema simpatia.
Foi dada a largada
E a disputa fez se iniciar
Na voz do coração
o primeiro a falar,
De sua
importância para o corpo
Sem a qual o mesmo não pode funcionar:
-Não percebem quando dou pane?
Poucos são capazes de suportar
Sou o órgão principal
Não tem o que negar
O corpo só se mantém vivo
Graças ao alimento dos tecidos
Que a todo instante
mando pra lá.
Tenho dois átrios
E dois ventrículos
Que
estão para auxiliar
O sangue rico em dióxido de carbono
Que não canso de purificar.
Em oxigenação no meu lado direito
Faço tudo e não improviso
Depois vai para o esquerdo
E daí para todo o organismo;
Assim, o combustível que move o corpo
Alimentando
se mantem
Bombeio tudo com carinho
Por isso
não vem que não tem.
Sem meu auxilio o homem não vive
Digo isso sem receio
Não há o órgão no corpo humano
Mais importante que eu!
-Alto lá!
Disse veias e artérias
Que se pôs a falar
Dizendo que sem o auxilio delas
O coração não podia trabalhar!
Somos nós que transportamos o sangue
E ainda muito mais
Livrando o das impurezas
Que são prejudiciais,
Levando sangue purificado
Com alimentos essenciais
Para todos os tecidos
O que nos enriquecem ainda mais,
De glóbulos brancos temos um exercito
que se forma um batalhão
Que defende organismo
De qualquer invasão,
Seja interna ou externa
Nós não damos mole não
Nem a vírus e bactérias
Essa é nossa função.
Também temos glóbulos vermelhos
Que Desempenha obrigação
De levar oxigênio aos tecidos
Garantindo
sua movimentação;
Alem de plaquetas que se unem
Quando um vaso sanguíneo é lesado
Evitando a hemorragia
Do corpo humano avariado.
Somos nós que fazemos
o ser humano sentir-se confiante
Desfrutando de saúde plena
a cada momento ,a cada instante,
Então fale coração
Se há função mais importante?
De repente ouvi-se um sopro forte
Com a chegada de novos anfitriões
Que em defesa da própria causa
Apresentavam-se como pulmões.
-Recebemos sangue venoso
E dióxido de carbono
É bom que fique esclarecido
Para que não se comenta engano
Em relação a essa missão
De expulsar veneno do sangue
Por meio de respiração.
Inspiração também é nosso trabalho
É feito
através da indução do ar
Enriquecemos o sangue arterial
Que é enviado devagar
Aos tecidos do organismo
Nutrientes saudáveis
Que melhora seu desempenho
E ainda muito mais...
Se isso não é ser importante
Em nada mais dá para acreditar
Pois o certo já não é certo
Enquanto o errado quer imperar.
Damos por encerrada
Essa peleja de foro salutar
Pois achamos muito difícil
Que alguém ouse nos superar.
No que cessou os pulmões
Um ronco estremeceu
Era o sistema digestório
Que com o discurso se ofendeu
Pois, do jeito que estavam falando
Sua importância estremeceu:
-Queremos discordar dos colegas
Pois acreditamos sermos os mais importantes
Comandamos boca, língua e dentes.
Que trabalham em fluxo constate,
Além glândulas salivares
Que trabalha na mastigação
Dos alimentos enviados aos companheiros
Que deles desfrutam de proteínas sem maior preocupação
Fala ai esôfago! Se eu não tenho mesmo razão.
-Sou condutor do estomago
Por onde passa alimentos pra digestão
Com o auxilio do suco gástrico e ácidos
É feita a transformação,
Que tão bem faz ao homem
Causando-lhe
satisfação,
Então para valorizar o conjunto
Digo que o sistema digestório
Está coberto de razão.
Falando meio escondido
Lá detrás do intestino grosso
Tomou
a palavra o intestino delgado
Mas foi cauteloso,
Apenas expôs seu ponto de vista
Faceiro e majestoso
Pois, fazer parte do sistema digestório
Pra ele era um gesto honroso.
Falando com jeitinho
Falou de suas qualidades
De forma simples e tranquila
Sem qualquer temeridade
Pois,com a força do sistema
Tinha
sua cumplicidade:
-Eu seleciono alimentos
Necessário ao organismo
Com a ajuda do fígado e vesícula
Onde são absorvidos.
Após sua divisão
Suas partezinhas são aproveitadas
De forma lenta e tranquila
Pelo
organismo que espera sua chegada;
Para retirar a energia
Das partículas arrebanhadas
Que em forma de proteínas
Vão sendo acomodadas.
Não é verdade o que digo, Pâncreas?
Fala ai, meu camarada!
-É verdade meu amigo
E não posso ficar calado
É por isso que apoio o discurso
Do intestino delgado.
Eu fabrico materiais essenciais
Na absorção de proteínas
Ácido graxos açucares
Num movimento que fascina;
Se
adoeço sem querer
O açúcar no sangue cresce
E isso é favorável
Ao aumento da indesejável diabetes,
E como trabalho em conjunto
Não quero que isso acontece.
Com que cara vou olhar para meus amigos
Se eu for à causa que o
ser humano padece?
Assim
também sou importante
Dentro de um conjunto que muito me enobrece
Tenho orgulho de fazer parte desse grupo,
Ele que continuamente de enaltece.
-Sou o responsável pelo ‘lixo’
Disse
o intestino grosso-
É um serviço sujo é verdade
Mas é muito prazeroso
Alivio a barra do organismo
Tirando o que não é bom
Deixando o que é valioso.
Também sou chamado de cólon
E meço um metro e meio
Uns tem receio de falar sua medida
Mais eu falo sem rodeio.
Não vejo problema nisso
Já que termino no ânus
Porta de saída do corpo
Ou o escapamento do fulano,
Onde o material fecal
É prontamente eliminado
Para o bem estar do homem
Que se sente aliviado.
Já pensou se eu não funcionasse
E esse lixo ficasse armazenado
Seria um Deus nos acuda.
Por isso,
meu valor é comprovado.
-Seu valor está comprovado
Mas não é mais valioso que o meu
Vou provar por A mais B
Que ele supera o seu.
Disse a aparelho urinário
convicto no que dizia.
Aquilo para o intestino grosso
Soou como uma ducha de água fria,
Já que o aparelho urinário
Falava por que sabia
Como funcionava o trabalho sujo
Pois, aquilo ele também fazia.
Vocês estão esquecendo de nós
Que trabalhamos em harmonia
Entre rins, bexiga, ureteres e uretra
Aposto que não sabia,
Que os rins recebem material diluído
Indispensável ao
organismo
E encaminhados ao sangue
Esse é nosso serviço.
A urina por sua vez
É formada nos rins pelos ureteres
E levada para bexiga
Onde não permanece;
Pois, é expelida para fora
E o corpo humano agradece.
Fala de seu trabalho bexiga
Ele muito nos enriquece
Sabemos de sua importância
Então porque não esclarece?
-Se estamos no mesmo barco
Acho que não tem nada mais
Posso falar rapidamente
Daquilo que agente faz
Para ajudar o homem
A ter um pouco paz
Do corpo humano sou a bexiga
Que quase sempre está cheia
Mas quando aciono a micção
Abro minha torneira,
Para que o resíduo sujo
Seja todo expelido
Dando continuidade
Ao trabalho do metabolismo,
Que fica com o necessário
E elimina o excesso do organismo.
Portanto, faço parte desse sistema.
E me orgulho de dizer
Porque tenho certeza que sem nós
O homem não poderia viver!
Um som forte foi ouvido
E um cheiro ficou no ar
De coisa saborosa...
Quem é que acabara de chegar?
O silencio se fez de tal forma
Que não se ouvia nem ruídos
Olha só
quem deu as caras!
São os órgãos dos sentidos.
E foram logo dizendo
Se fazendo de oferecidos
Que eram eles os mais importantes
E assim
estavam decididos,
Que digam olhos e nariz
E também os ouvidos.
-Nós somos indispensáveis
No que se refere à visão
Definimos o claro e escuro
Sem nenhuma objeção
Mas quando não o fazemos
O homem sofre de cegueira
Esse é um caso grave
E não serve pra brincadeira
Pois, um ser humano que não vê
É como um carro sem freio na ladeira.
Atentos ao discurso dos olhos
Os ouvidos aproveitaram à ocasião
Para também expor
Um pouco de sua função
Que em conjunto com outros órgãos
Formam o complexo da audição.
-Somos compostos por orelhas
E também os pavilhões
Que nos permitem definir ao ser humano
Os mais diferentes tipos de sons,
Quando isso não acontece
Nos entristecemos de vez
Pois, ao não funcionarmos
O homem sofre com a surdez.
Isso é lamentável para nós
Esse não é nosso intento
Nenhum órgão poderia funcionar bem
Com
homem em isolamento,
Pois, é isso que acontece
Quando o ser humano deixa de ouvir
Isso não é bom...
Com isso ele deixa de sorrir.
-‘Alto lá!’ Retrucou o nariz
Tem órgãos que fala muito
Mas ao mesmo tempo
Não repara o que diz
Porque sem minhas narinas
Como o homem distinguiria o cheiro
Disse o irreverente nariz
Num tom todo faceiro.
Somos
o sentido do olfato
E isso é mais que importante
Uma vez que ao sofrermos deficiência
Isso pode ser fatal ao homem.
Em face disto
Digam todos sem rodeios
Somos ou não somos os órgãos mais
importantes?
Vamos reconheçam!
Já que dar o braço a torcer a razão
Nunca pode ser visto como feio
Sentenciou o nariz
Sem medo de retaliação
Decerto percebeu no semblante de outros órgãos
Que ele e suas narinas
Estavam cobertos de razão.
-Cada um que aqui fala
Demonstra muita convicção
E eu não sou diferente
Represento o sentido da degustação,
Por certo tenho importância
E defende-la é minha intenção
Represento boca, língua e glândulas
salivares.
Essa é minha posição.
Juntos diferenciamos tudo que é colocado na boca
Reconhecemos o gosto amargo e azedo
Tudo é feito com cuidado...
com o corpo humano temos zelo.
Entre doce e salgado
Lhe damos condição
De ter um bom paladar
E uma boa degustação,
Se adoecemos
O corpo não sente gosto
E isso não é bom
Soa como algo incestuoso,
Haja vista que a perca do paladar
É algo ruim demais
E a conseqüências não são graves
mas muito desagradáveis.
Essa é a posição desse conjunto
Que também reflete os anseios do sentido
Se isso não é ser o mais importante
O bicho homem está perdido!
-‘E eu então, que constituo o
sentido do tato?
Disse a língua faceira
Sou a
que mais importância tem
O resto não passa de besteira.
Ouçam com atenção
Deixem todos de faladeira
Reconheçam quem importância tem
Essa é uma virtude ordeira.
Minha função principal
É apurar
a dualidade das coisas
Que menos se espera
Na língua vem e pousa.
Assim diferenciamos o frio do quente
O suave do rugoso
O liso do áspero
É tudo muito gostoso.
Sem
tato o homem é inseguro
E sofreria ameaças constantes
É tão somente por isso
Que no corpo o humano sou o mais
importante.
Concluiu seu discurso o tato
Num tom nada modesto
Pra lá de arrogante.
De repente o que era pacífico
Tornou-se a maior confusão
Todos falavam ao mesmo tempo
Dificultando a compreensão
Até que o sistema nervos disse:
-chega
dessa discussão!
Se é pra ser importante
Olhem minha condição-
Trabalho com o sistema neurológico
E jamais cometemos engano
Por que o que está em jogo
É a vida do ser humano
Logo está claro
Que vocês só funcionam bem
Se nós estivermos ordenando.
Falando
como se fosse dono da situação
O cérebro desabafou sem nenhuma objeção
Dizendo que ele recebe estímulos do meio
ambiente
E ficar ouvindo seria uma humilhação
Para um órgão tão importante
Ficar ouvido calado toda aquela falação
-Considero que sou importante
E sem demora vou falar
Percebo a temperatura, dor, sensações
visuais e auditivas.
E tudo que diz respeito ao pensar,
Além das reações do organismo
É processo toda informação
Dou
resposta instantaneamente
Esta é minha função
De manter o corpo alimentado
Regulando as batidas do coração...
Estimulando os reflexos
Como urinar e defecar
Diferencio o frio do quente
E tudo mais que vocês possam pensar.
Sou um pequeno órgão
Mas não menos importante
Fico embaixo do cérebro
Esse órgão vibrante.
Encarrego-me do equilíbrio do corpo
Função que desenvolvo com esmero
A minha ausência produz tonturas
E o meu nome é cerebelo.
-Sou formado por um exercito de nervos
Que leva estimulo ao cérebro
É um trabalho árduo
É verdade não nego,
Mas é muito prazeroso
E nele me entrego
Levando e trazendo as ordens para o corpo
Sou o sistema neurológico periférico.
Controlamos os movimentos do corpo
Para que tenha bom funcionamento
Sou um sistema indispensável
Afirmem ao contrário quem tiver
argumento.
-E o que dizer então de nós que somos formados
Pelo
ovário, útero, trompas e vagina.
Nossa importância não se compara
Nosso empenho é coisa fina.
A célula reprodutora da mulher é o óvulo
A fecundação acontece com sua união
Junto ao espermatozoide
Que a uma nova vida dá a direção,
É um fenômeno que ocorre no útero
Também um órgão de nossa jurisdição
Onde se forma um ser vivo
Para nossa satisfação.
Nos três primeiros meses
O óvulo fecundado se chama ‘embrião’
A partir do quarto mês é feto
Uma vida em evolução
Por isso na relação sexual
O casal deve ter atenção
Pois, a vida que está gerando
não gosta de movimentação.
Sabemos do que falamos
Pois nossa função é gerar menino
Somos importantes demais pra vida
Somos os órgãos sexuais femininos.
-Já eu sou o pênis, que pelos
testículos
Controlo a célula reprodutora masculina
Que é espermatozóide que unido a o óvulo
Formando
um novo homem que fascina.
Mas essa união requer cuidados
Haja vista que há diversas doenças
Capazes de infectar
Estabelecendo sua sentença
É o caso de DST
Que pode atacar
E sem que o homem perceba
Podem até matar...
É também o caso da AIDS
Enfermidade difícil de curar
Por isso uso preservativo
Com cuidado genuíno
Porque sofremos com tudo isso.
Somos os órgãos sexuais masculinos.
Está vendo por que falamos
Que somos os mais importantes
Existimos para reproduzir
Isso é gratificante.
Ouvindo tal discurso
O coração se emocionou
E assim ela falou:
-
vocês têm de fato razão
Essa disputa,
os órgãos reprodutores foi mesmo quem ganhou.
A maioria concordaram
Em coro dizendo sim
já o sistema nervoso discordou
Dizendo que não era bem assim.
- Cada um falou de sua função
Mas esquecemos que um ao outro ele
se liga
Então para que tanta desavença?
Para que tanta intriga?
O importante de fato
É esse conjunto soberano
Que com bom funcionamento
Só trás
tranqüilidade ao ser humano!
E com o discurso do sistema nervoso
A disputa entre órgãos terminou
Houve a concordância de todos
É
o acordo entre órgãos se instalou.
E o corpo humano agradece
Pois, sabe que seus órgãos
Ao
seu bem estar se dedicou.
Tanto que promoveram até um desafio
Mas ao final da disputa
Foi à vida quem ganhou.
Autor: Francisco Souza Lisboa
Fone: (62)85116149
e-mail : chico_slisboa@hotmail.com
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