Aqui não chove.
Por conta da seca,
Chamam-me cabra da peste.
A fome vagueia a galope
Disseminando vidas
Por todo o Nordeste...
Região marginalizada
Que o Brasil não conhece.
Aqui sinto o rigor da
fome
Enquanto nada
acontece...
Mas sou fiel a Deus
Nele alimento a
esperança
Engano a fome com fé
E recupero a confiança.
Pra continuar lutando
Nessa agonia
De um dia desejar comer
E noutro não poder
Até que
chegue o fim
Os meus dias...
Autor: Francisco Lisboa
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