No colo
do novo dia,
Deito-me
feito criança que,
Embalada pela
esperança no amor eterno,
Espera
acalento e ternura,
No mimo
das horas ,
No compasso do cotidiano.
No colo do novo dia,
Vejo-me criança
brincando,
No colo
da noite,
No moinho de vento...
No colo do novo dia,
De tristezas não me lembro...
Enamoro-me por
dentro,
Adoçando minha
boca
Em
busca do refrigério da alma.
No colo do novo dia,
Sou meu
protetor
protejo -me dos maus pensamentos,
Que querem invadir o porão do meu ser.
Que querem invadir o porão do meu ser.
E limpo
por dentro,
Vou ser equilíbrio
pleno.
No colo do novo dia,
Só a paz ,
a alegria...
Pode
me lapidar o alento.
No colo do novo dia,
Eu vivo,sobrevivo,me eternizo,
No voo dos pássaros
Na
brancura do granizo.
Autor:Francisco Lisboa
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