Meus olhos cruzaram os dela pela
primeira vez entre as gôndolas do mercado.Grandes olhos verdes qual esmeralda penetrantes
que num relance cativou os meus olhos castanhos. Por alguns instantes permaneci
imobilizado por eles.
Em seguida, desconfiei e lembrei que minha amada estava
a minha espera no meu lar.
Então, tentei
desestimula-los,pois,sua contemplação por
mais tempo seria ilusão.Sou
fiel e entre eu e meu
amor não pode haver intromissão.
Ignorei aqueles
olhos verdes e fui
embora.Todavia,a partir daquele instante,toda vez
que eu os vissem passando por mim pela rua,nossos
olhos ir-se-iam enamorarem.E assim foi por muito tempo.
Numa oportunidade, no domingo na missa,cheguei e sentei-me num
banco sonzinho.De repente,alguém sentou –se a
meu lado.Olhei discretamente
e vi que era
a dona dos olhos verdes
de outrora.
Nunca havia
imaginado tal aproximação,tão repentina,pois,pensei que
a mesma havia
notado minha indiferença anteriormente.
Mas não.Ela se mexeu pra lá
e pra cá e como quem não
quer nada tocou
meu braço e
logo em seguida
se desculpou.Depois, outro
vez e se desculpou
de novo.
A missa acabou. Lenvantei-me, demonstrando uma
postura firme,olhei mais
uma vez aqueles
olhos verdes e
disse:
-Tenha um
bom dia !Fui em bora sem olhar pra trás,sob marcação cerrada daqueles esperançosos penetrantes olhos verdes.
Autor
.Francisco Lisboa
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