domingo, 21 de abril de 2013

OLHOS VERDES


Meus olhos cruzaram os dela pela primeira vez entre as gôndolas  do  mercado.Grandes olhos verdes qual esmeralda penetrantes que num relance cativou os meus olhos castanhos. Por alguns instantes permaneci imobilizado por eles.
Em  seguida, desconfiei e lembrei que minha  amada estava  a minha espera no meu lar.
Então, tentei desestimula-los,pois,sua contemplação por  mais tempo  seria ilusão.Sou fiel  e entre eu e  meu  amor  não pode haver intromissão.
Ignorei  aqueles  olhos  verdes  e fui  embora.Todavia,a partir  daquele instante,toda  vez  que eu  os  vissem  passando por mim  pela  rua,nossos  olhos  ir-se-iam  enamorarem.E assim foi por muito tempo.
Numa oportunidade, no  domingo na missa,cheguei e sentei-me num banco  sonzinho.De repente,alguém   sentou –se  a  meu  lado.Olhei  discretamente  e vi  que  era  a  dona dos olhos  verdes  de outrora.
Nunca  havia  imaginado  tal  aproximação,tão repentina,pois,pensei  que  a  mesma  havia   notado minha indiferença anteriormente.
Mas não.Ela se mexeu  pra lá  e pra  cá e como quem  não  quer  nada  tocou  meu  braço   e  logo  em  seguida  se desculpou.Depois, outro  vez  e  se desculpou  de novo.
A  missa  acabou. Lenvantei-me,  demonstrando  uma  postura  firme,olhei  mais  uma  vez  aqueles  olhos  verdes  e  disse:
-Tenha  um  bom   dia !Fui  em bora  sem olhar pra trás,sob marcação  cerrada daqueles esperançosos  penetrantes olhos  verdes.

Autor .Francisco Lisboa

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