segunda-feira, 8 de abril de 2013

MORRENDO AOS POUCOS

  1. As vezes, de madrugada perco o sono.Um travesseiro diferente que me incomoda e não me deixa dormir.Minha mente é sensível , exigente.Desconfia dos mínimos detalhes e não relaxa,não dorme,não se deixa levar ao gozo do sono profundo.
    Levanto, escrevo uma reflexão ou outra em torno da fé. Então, o sono não vem. Nisso rodeio o fogão e passo o café,tomo, zanzo pra ...lá e pra cá...Galo canta, lá longe.De repente ouço barulho de carro passando na rua.Estampido de tiro que ecoa na noite e some,assim como a vida que também se foi.
    Penso: ’se a noite onde os incômodos são menores eu não durmo,avalie o que farei no decorrer do dia, onde que,ao amanhecer tudo se torna uma parafernália só? Um calor Martiniano,carros, motos, ônibus, gente esbarrando umas nas outras,catinga de maconha que impregna o ar que respiro.etc. ‘
    No, entanto, me ocorre que tenho que me adaptar, para viver.Ora! Mas se abro mão do bem estar,da tranquilidade para viver,eu não estou vivendo,eu estou é morrendo (aos poucos !).

    Autor:Francisco Lisboa

Nenhum comentário:

Postar um comentário