domingo, 27 de janeiro de 2013




APENAS  SOU


Num instante  sou tudo.
Noutro?
Sou nada.
Sou  folha  seca  que  se decompõe 
No lento  compasso  da estação.
Sou  tudo e  nada.
Grão de areia ao embalo  do  vento.
Apenas  sou,
No  que  Ele,
me permite ser!


Autor: Francisco  Lisboa

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