APENAS SOU
Num instante sou tudo.
Noutro?
Sou nada.
Sou folha
seca que se decompõe
No lento compasso
da estação.
Sou tudo e
nada.
Grão de areia ao
embalo do vento.
Apenas sou,
No que
Ele,
me permite ser!
Autor: Francisco Lisboa
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